CONCURSOS

PAVILHÃO HUMANITÁRIO – Finalistas e Premiados

Este foi o concurso-piloto de lançamento da plataforma e o tema principal será o desenvolvimento do projeto de um “Pavilhão Humanitário” pelas equipes participantes. Veja na sequência uma breve descrição do tema abordado:

O pavilhão terá o objetivo de funcionar como infraestrutura de suporte aos abrigos “Better Shelter” do projeto Rondon 1 localizados em Boa Vista – RR. As unidades de abrigo “Better Shelter” são estruturas de emergência que recebem até seis pessoas e foram instaladas pelo governo Federal e organismos das Nações Unidas. O alojamento dispõe de capacidade para 600 pessoas e possui algumas instalações complementares que fornecem infraestrutura física, alimentação, transporte, atendimento médico e segurança, contando com o suporte das Forças Armadas. O main goal do projeto proposto é qualificar e dinamizar as instalações complementares apresentando uma nova solução que abrigue de forma efetiva os apoios mencionados acima e ainda acrescentem a eles salas de apoio, convivência e ambientes complementares.

Para acessar mais informações sobre o concurso PAVILHÃO HUMANITÁRIO, incluindo banca avaliativa, programa e edital, clique aqui para acessar o arquivo em nosso site.

Confira abaixo os projetos selecionados como finalistas e também os grandes vencedores do concurso piloto realizado pela MODO Plataforma!

PROPOSTAS FINALISTAS


Equipe: Matheus Aleixo Correa (UAM – Universidade Anhembi Morumbi) / Natália Moreira (UAM – Universidade Anhembi Morumbi)

Descrição enviada: O projeto busca o convivio entre a população local e os refugiados a partir de características estruturais da palafita.


Equipe: Arthur Ribas de Souza (UP – Universidade Positivo) / Paula Bencke (UP – Universidade Positivo)

Descrição enviada: Quando pensamos em arquitetura emergencial, é preciso ter em mente que as pessoas que procuram auxilio nesses espaços estão em busca de uma nova casa, uma nova vida. A proposta para o campo Rondon 1 foi tratar seu planejamento espacial como o de uma pequena cidade temporária, um espaço onde as culturas possam ser contadas, passadas e preservadas entre os refugiados e residentes locais, para que estes se sintam acolhidos nas cidades de chegada. Para isso, o pavilhão humanitário foi elaborado em uma ocupação térrea, central e longitudinal ao terreno, criando assim 4 vilas para a nova distribuição proposta aos abrigos better shelter, visando a maior interação e sensação de comunidade entre os refugiados, e garantindo que o projeto seja o coração do campo e ponto de encontro para essas trocas culturais.


Equipe: Gabriel Mazaro Lopes (UNINOVE – Universidade Nove de Julho) / Izamara Macedo (UNINOVE – Universidade Nove de Julho) / Marina Marques (UNINOVE – Universidade Nove de Julho)

Descrição enviada: Imaginamos criar um ponto de encontro e acolhimento entre dois povos. Para isto, sobre uma plataforma de concreto dividimos os programas em cinco núcleos entre vigas e colunas de madeira laminada com uma cobertura de aço e paredes em ripas de madeira. No centro do plano, o aço da espaço a uma lona semi-translúcida sob uma praça praça árvore comum aos dois países, local de encontro entre as duas culturas, e unificando os dois blocos de atividades, um a direita, (educacional e refeitório), outro a esquerda, (saúde e vestiários). Em todo perímetro do pavilhão, algumas tendas de tecido foram distribuídas em seu entorno, permitindo diversas ocupações, seja uma cobertura para sentar e conversar num fim de tarde, brincar, montar uma barraca com artesanato e tudo mais que quiserem fazer.


Equipe: Ana Carolina Moreira Santos (Uniritter – Uniritter Laureate International Universities) / Karol Almeida (Uniritter – Uniritter Laureate International Universities) / Ricardo Ricciardi (Uniritter – Uniritter Laureate International Universities) / Roberta Cubas (Uniritter – Uniritter Laureate International Universities)

Descrição enviada: O Projeto busca proporcionar um espaço de reencontro social através da força coletiva e do poder da união. Por meio da Filosofia Ubuntu, que em tradução livre seria algo como “humanidade para com os outros”, buscamos um espaço de coletividade em detrimento da individualidade. O gestual de mãos unidas, que foi simbólico em nossa volumetria, nos remete à valores presentes nesta Filosofia. Desta maneira materializamos de uma forma artística um espaço de acolhimento para os imigrantes da Venezuela que chegam na fronteira do brasil desgastados fisicamente e psicologicamente. O Pavilhão Humanitário terá como objetivo principal a regeneração de espaços e pessoas, promovendo saúde através do acolhimento.


Equipe: Wilian de Rezende (UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense) / Vinicius Medeiros da Silva (UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense) / Débora Ehlke (UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense)

Descrição enviada: O projeto surge com a premissa de suprir as necessidades básicas dos imigrantes refugiados da Venezuela e permitir-lhes viver com dignidade. Para isso criamos espaços multifuncionais e adaptáveis, preparados para educação, palestras, cursos profissionalizantes, oficinas de artesanato, manifestações culturais e interação com a população local, além das necessidades básicas como atendimento médico, alimentação e banheiros. A simplicidade formal e material, permite que a proposta seja facilmente transportada e instalada. Partindo de um módulo quadrado, que repetido conforma espaços, a modulação possibilita a composição de diversos layouts e a apropriação do espaço.


Equipe: Karina Barbosa (PUC Minas – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

Descrição enviada: O projeto busca oferecer um método de concepção e construção capaz de simplificar processos, atenuar as dificuldades, demoras e custos inerentes a construção tradicional. Vale ressaltar que no decorrer do tempo, se a habitação, ou algum equipamento for desmembrado, o módulo pode transformar-se em mobiliário e fazer parte da paisagem local. O design do módulo, junto com a simplicidade de seu formato, com placas de diferentes materiais, permite a elaboração de algumas estruturas comunitárias. Dessa forma, a estrutura externa, cria vãos internos livres que podem criar desde pequenos mobiliários passando por salas de aula, ambulatório, banheiros até o refeitório para 600 pessoas.


Equipe: Caio Diniz (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Juliano Bohrer (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: O projeto “Pavilhão Humanitário Humanizado” obedece, rigorosamente, a proposta abordada pela MODO Plataforma, que contempla a existência de uma infraestrutura inovadora e prática, com baixo custo financeiro e agilidade operacional, utilizando a matéria-prima, a mão de obra e o potencial hidrográfico, existentes. O desenho do projeto arquitetônico, ora apresentado, preocupou-se em equacionar a demanda por abrigos em função do crescente número de refugiados que se dirigem ao estado de Roraima, com ênfase para a capital Boa Vista, confrontada com a limitação quantitativa de oferta. Inspirados na dinâmica das “incubadoras empresariais”, projetamos espaços denominados de “muros vivos” destinados aos colaboradores que desempenharão os papéis previstos em cada um dos ambientes, consolidando o amparo físico e intelectual na preparação humanizada dos refugiados para a sobrevivência digna no país que os acolhe, e, ao mesmo tempo, permitindo a rotatividade desses abrigados, mudando suas perspectivas para o mundo, além de propormos a multiplicação desses “Pavilhões Humanitários Humanizados” através do potencial hidrográfico da região.


Equipe: Natália Borges (FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado) / Juliana Carneiro (FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado)

Descrição enviada: O pavilhão abrigará uma série de usos, que por partido arquitetônico será separado em blocos: Educação, Serviços, Oficinas, Refeitório, Sanitários. Os espaços livres entre ele resultaria em uma grande praça pública. O projeto burca uma combinação de usos e formas que resultaria em um espaço público de qualidade, permitindo o contato e integração entre as diferentes culturas e pessoas. Esses usos comunicam-se por meio de uma grande cobertura, que de maneira leve estrutura o local. Quanto a materialidade optou-se pelo uso da madeira, pensando principalmente na sustentabilidade e praticidade de montagem na obra. Afinal a madeira permite uma construção rápida e limpa – não produz resíduos – e é o púnico material construtivo renovável, durável e menos agressivo ao meio ambiente.


Equipe: Maria Lívia Resende Souza (UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso) / Camila Reisdorfer Lima de Andrade (UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso) / Fernanda Dalmolin (UFMT – Universidade Federal de Mato Grosso)

Descrição enviada: O projeto do pavilhão busca ajudar as pessoas que se encontram em situação de refugiadas a resgatar a dignidade perante a vida, reunindo características que as possibilitam de relembrá-las do que as faz humanas, ao entrar em contato com a natureza e reconstruir interações sociais. A premissa era que o espaço se comportasse como um abrigo, visual e sensorialmente. Para tanto, utilizou-se a referência da ave turpial – tradicional na Venezuela – trazendo o ninho para o centro do partido de projeto. O resultado foi um pavilhão com uma estrutura leve metálica – sua cobertura faz referência às asas de um pássaro – aberta ao exterior, cheia de iluminação e ventilação naturais, emoldurando a paisagem da vegetação externa e facilitando o acesso por todos os lados. Assim como num ninho de pássaros, espera-se que, enquanto estiverem no pavilhão, as pessoas sejam cuidadas e preparadas para enfrentar e (re)começar uma nova etapa de suas vidas.


Equipe: Rafael Marques dos Santos (Uniritter – Uniritter Laureate International Universities) / Mélani Camargo Sobrinho (Uniritter – Uniritter Laureate International Universities)

Descrição enviada: Para atender as necessidades de Infraestrutura de Suporte aos abrigos “Better Shelters” o conceito é abrigar com um “abraço”, que surgiu da palavra Humanitário: promover o bem-estar social. O “abraço” é percebido na implantação, na disposição dos abrigos ao redor do Pavilhão. Forma, estrutura e materiais buscam referência à palavra Pavilhão: uma construção leve, feita com rapidez, para servir de abrigo. Fazemos uso de materiais locais, baixo custo, facilidade de montagem e transporte. A materialidade e as técnicas construtivas proporcionam conforto térmico. A “casca” feita pela estrutura metálica e o fechamento em bambu funcionam como brises, para ventilação natural e limitando a entrada sol. As paredes internas são um sistema modular com fechamentos que variam conforme as necessidades de cada espaço. Os módulos também são de rápida e fácil montagem.


Equipe: Bruno Paz (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Tainara Comiotto (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Bruna Conci (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Alice Mueller (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: Integrar para não entregar. Abrigo não só como forma de moradia, mas sinônimo de inclusão, conforto e cidadania. É o direito de ocupar e apropriar-se do espaço em que se vive, mesmo que temporariamente, usufruindo das relações que este proporciona. Seguindo o lema do projeto Rondon e o desejo de materializar o acolhimento que a nossa pátria pode oferecer, o assentamento foi reorganizado de maneira a sugerir diversos níveis de integração – do mais íntimo ao coletivo, e entre não somente os refugiados – trazendo o sentimento de núcleos familiares, de vizinhança; mas também com a comunidade brasileira, criando ambientes de aproximação e amizade. A flexibilidade do andaime permite que este seja ao mesmo tempo estrutura e gerador de ambiente, compondo salas e espaços nos pavilhões que veem de encontro com a premissa de receptividade do projeto. União, pois somos todos um só.


Equipe: Jaqueline Ortiz Ortiz Julião (UNIP – Universidade Paulista) / Carina Lima de Oliveira (PUC Campinas – Pontifícia Universidade Católica de Campinas)

Descrição enviada: O projeto visa a criação de espaços de convivência, permanência e transição, que oferecem a prática cultural, interação social e assistência médica aos indivíduos. Desta forma, o edifício torna-se um espaço verdadeiramente compartilhado, o qual envolve escalas de diferentes demandas, onde não só refugiados podem usufruir, como a escala urbana pela qual o edifício se instala, pode se apropriar do mesmo. Contudo, pretende-se que este trabalho ofereça um espaço de socialização atrelado a um espaço de habitação social, relacionado diretamente a uma nova experiência arquitetônica e programática para a cidade, além de estimular a prática do multiculturalismo e o desenvolvimento urbano para a região.


Equipe: Daieli Letícia Kunz (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Gabriela Pinto da Silva (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Mateus Da silva Oliveira (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: Assim como um cofre se fecha protegendo seus tesouros e segredos, entendemos que o refúgio pode se manifestar como uma proteção, uma acolhida que respeita a individualidade e preserva o coletivo. E assim como no cofre, essa acolhida se abre, se revela e possibilita a urbanidade entre duas culturas vizinhas, mostrando que apesar da terra ser quente, o calor humano pode ser maior.


Equipe: Lorraine Oliveira (UFES – Universidade Federal do Espirito Santo) / Vicente Gewehr (UFES – Universidade Federal do Espirito Santo) / Caio Muniz Nunes (UFES – Universidade Federal do Espirito Santo) / Amanda Ameixa Marinho (UFES – Universidade Federal do Espirito Santo)

Descrição enviada: O projeto do Pavilhão ACOlher tem como intenção estabelecer um ponto em comum entre a cultura venezuelana e brasileira. O conceito inspirou-se no modo de vida das tribos indígenas Yanomami, que ocupam território dos dois países.


Equipe: Pablo Morador (UNIRITTER – Laureate International Universities) / Gabriel Dias (UNIRITTER – Laureate International Universities) / Guilherme Lewandowski (UNIRITTER – Laureate International Universities) / Jefferson Ahlert (UNIRITTER – Laureate International Universities)

Descrição enviada: Com o propósito de complementar a moradia temporária de venezuelanos nos abrigos Better Shelter do projeto Rondon 1, o Pavilhão Humanitário foi pensado para ser eficiente, prático, sustentável e economicamente viável. Para abrigar os programas de apoio utilizou-se uma estrutura metálica de fácil montagem e transporte, que apoia chapas de madeira e acrílico translúcido, permitindo entrada de luz natural e passagem do vento, tendo sido a cobertura elevada em relação as edificações. As edificações são construídas com vigas e pilares tubulares de papelão, de fácil reciclagem e baixo custo, tornando-as ótimas opções para o desafio em questão.


Equipe: Artur Bernardoni (UNIRITTER – Laureate International Universities) / Leonardo Zanatta (UNIRITTER – Laureate International Universities) / Mariah Mafra (UNIRITTER – Laureate International Universities)

Descrição enviada: De modo geral, espaços dedicados à serem assentamentos de refugiados precisam ser cautelosos ao imprimirem no usuário a sensação de pertencimento, uma vez que, abrigos são espaços temporários, que contam com estruturas mínimas, limitadas à um número preestabelecido de pessoas, tornando estes espaços onde a ocupação tem um alto risco de evoluir para uma permanência definitiva. Porém, ao criar esta proposta trouxemos a desconstrução deste pressuposto, Trazendo como como objetivos principais a qualidade de vida, a integração cultural destas pessoas à região e a devolução da humanidade para cada uma delas, ressaltando sua importância como indivíduos. Três elementos dos quais eles vêm sendo privados, tanto em seu país de origem quanto em território brasileiro. Sendo assim, a proposta visa criar o efeito de ludicidade através da composição espacial não-linear e fragmentada em “habitats”, reorganizando as unidades de abrigo com base em critérios como otimização do espaço de circulação e agregação daquilo que chamamos de “usos colaterais”, gerados pelas necessidades imediatas das pessoas.


Equipe: Marcelo Zackseski (UNICEUB – Centro de Ensino Unificado de Brasília) / Maria Carolina do Amaral Miranda (UNICEUB – Centro de Ensino Unificado de Brasília)

Descrição enviada: O pavilhão humanitário Araguaney, possui esse nome devido a um símbolo nacional venezuelano, que é a árvore Araguaney, em terras brasileiras chamada de Ipê Amarelo. O projeto promove a reintegração dos refugiados a uma realidade mais cotidiana, com um programa de necessidades interativo, em um edifício de baixo custo. Seus dois volumes amplamente avarandados com um único pavimento, promovem simples acessibilidade e um maior contato com a natureza por estarem cercados de vegetação, tendo em vista que o programa contempla uma praça para eventos e uma horta comunitária. Além disso, uma quadra de esportes foi proposta para promover a interação e lazer entre os refugiados e visitantes. Pensando nessa ideia de sustentabilidade e melhor aproveitamento das condições climáticas, foi proposto o uso da taipa de pilão por ser uma técnica construtiva econômica, uma estrutura modular e alta, proporcionando ventilação cruzada entre a estrutura e seus ambientes, além de proporcionar uma grande proteção solar, tendo em vista que as varandas são totalmente cobertas.


Equipe: Carlos Henrique Rossin (IFES – Instituto Federal do Espirito Santo) / Bárbara Maria de Paula Justino (IFES – Instituto Federal do Espirito Santo) / Lucas Freitas Pessim (IFES – Instituto Federal do Espirito Santo) / Leonardo Oliveira Pires Vargas (IFES – Instituto Federal do Espirito Santo)

Descrição enviada: Passamos a pensar no imigrante como aquele que está “De lá para cá e de cá para lar”, o que nos levou a dotar um partido cuja cortesia é a de transformar, mesmo que temporariamente, o percurso em direção ao lar. No desdobramento da concepção do Pavilhão Humanitário, aparecerá as vantagens de pensar o bangalô como ponto de partida, tanto na permeabilidade espacial como na intenção da procura individual cultural e identitária, proporcionando liberdade com responsabilidade aos usuários.


Equipe: Ruti Conrad (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Liliane Basso (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Natália Pasqualotto (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: A nossa proposta tem como conceito a concha, por ser um lugar de acolhida e proteção que é temporário e necessário para o desenvolvimento do ser que está dentro. Além disso, é um espaço complexo pelas suas gradações: começa maior, o que configura nossos espaços públicos, e termina menor, relativo aos nossos espaços mais íntimos. Para a referência formal nos inspiramos nas tribos Yanomami, por fazerem parte da mesma Zona Bioclimática, se adequando bem a estas circunstâncias, e estarem presentes em ambos os países. A implantação sugerida separa as barracas em 8 “quadras” ou comunidades, deixando-as intercaladas de modo a formarem espaços de passagem e espaços de permanência individuais. Os banheiros foram colocados próximos aos muros no final destas passagens. Foram criadas duas praças, uma interna e outra externa, espaço de triagem, de apoio administrativo, de recreação, de lavanderia e apoio aos equipamentos. O pavilhão é elevado e tem abertura superior para ventilação e iluminação. Suas laterais podem ser fechadas com lonas, ou abertas, permitindo maior permeabilidade. Sua estrutura é simples, fácil de transportar e montar, feita de metal e lona com piso de placas de compensado de madeira. A estrutura pode ser replicada em outros locais do mundo onde haja a necessidade de criar-se um refúgio, ou melhor, uma “concha”, pois quem nela se abriga e se fortalece tem a chance de planejar uma saída.


Equipe: Cristiana de Araújo Xavier (PUC Minas – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais) / Talita Guerra Simões Ribeiro (PUC Minas – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

Descrição enviada: A inconstância política em várias nações do mundo tem provocado uma migração dos povos entre países. Como consequência, cresce, cada vez mais, o número de refugiados em busca de melhores condições de vida. Esse é o caso da Venezuela, um país que se encontra em uma instabilidade política e econômica, que ocasiona problemas graves como escassez na produção, aumento da inflação e violência, associados a crescente miséria. Com isso, o fluxo migratório de venezuelanos para outros países, incluindo o Brasil, tem se intensificado nos últimos anos. A situação dos refugiados foi o tema de interesse desse concurso, que propõe a criação de um pavilhão que integre as instalações de infraestrutura de suporte aos abrigos, tais como: alimentação, atendimento médico, sala de convivência etc. Os abrigos, denominados “better shelter” foram instalados pelo Governo Federal com apoio da ACNUR na capital Boa Vista e abrigam, ainda que de forma provisória, os refugiados que chegam diariamente na capital de Roraima. Para dar início à proposta, o grupo partiu do traçado de Boa Vista, instituindo uma conformação radial nos caminhos do complexo. O bloco principal, que comporta a infraestrutura necessária para a convivência entre venezuelanos e brasileiros, foi posicionado no centro desse traçado, como uma referência à intenção do projeto de promover o contato entre as nacionalidades. Outra decisão projetual foi à utilização de containers como elemento arquitetônico, pois trata-se de uma solução sustentável e de baixo custo, com grande economia uma vez que despensa a utilização dos serviços de fundação e terraplenagem. Outro ponto definidor para o grupo na escolha do container é a vantagem de se tratar de uma construção modular, que permite ampliações à planta original de forma simplificada e possui facilidade no desmonte e transporte caso seja necessário uma futura adaptação em outro terreno. Para viabilizar a sua utilização, o container passa por um processo de tratamento e recuperação que inclui limpeza, serralheria, funilaria, pintura, revestimento e acabamentos. Em relação ao conforto térmico e acústico, as janelas e portas foram posicionadas de forma a tirar proveito da ventilação cruzada. Além disso, foram utilizados materiais isolantes junto às paredes e à cobertura. Em relação à cobertura, foi adotado um modelo independente do container composto de perfis metálicos entrelaçados em uma grelha desuniforme, preenchido com a um tecido de poliéster de alta tenacidade empastado com PVC e pequenas aberturas que permitem a passagem de som/luminosidade e ar (lona de cama elástica), corroborando à qualidade térmica. Para as instalações sanitárias e de banho foi decidido pelo container reefer, modelo utilizado no transporte de produtos refrigerados que possui, por consequência, um sistema que pode manter a temperatura interna de -35°C até +30°C além de ser constituído de material isolante térmico. A frente do complexo, foi instalada uma pequena praça com um recuo para implantação de via de acesso dos ônibus aos dois pontos propostos. O pavilhão em si é composto de 4 blocos além das instalações sanitárias, o bloco de convivência é a entrada do complexo, com objetivo de fomentar a integração e convivência dos venezuelanos na sociedade brasileira. O segundo o bloco da educação compreende as salas de aulas e afins. O terceiro bloco é o da alimentação, com espaço para as mesas e produção das comidas. O último bloco é o da saúde, que contempla uma sala de espera, salas de consulta, uma enfermaria com leitos e salas de suporte e armazenamento para os profissionais da saúde.


MENÇÕES HONROSAS


Equipe: Maria Luisa Charlau (UFSM – Universidade Federal de Santa Maria) / Rodrigo Acker (UFSM – Universidade Federal de Santa Maria)

Descrição enviada: O pavilhão ELO tem por principal objetivo a união dos venezuelanos com os brasileiros. Assim, o projeto cria espaços onde os venezuelanos possam se preparar para uma nova vida no Brasil, seja aprendendo coisas úteis ao mercado de trabalho, seja tendo apoio psicológico. A concepção do pavilhão partiu do estudo da arquitetura vernacular da região norte do país e de seu clima, e da situação dos refugiados na Venezuela e quando chegam ao Brasil, dessa forma, foram utilizados a madeira e os tijolos na estrutura da edificação. Propôs-se uma maior integração desde a maneira como os acessos foram pensados, até a ideia de ser o pavilhão um espaço único onde muitas atividades ocorrerão.

 


 

Equipe: Débora Arruda (USP – Universidade de São Paulo) / Mariana Gonçalves (USP – Universidade de São Paulo)

Descrição enviada: “La Arquitectura es Acto Social por excelencia, Arte Utilitario, como proyección de la Vida misma, ligada a problemas económicos y sociales y no únicamente a normas estéticas. (…) Para ella, la forma no es lo más importante. Su principal misión: Resolver hechos humanos.”¹ A citação acima faz parte de uma reflexão do importante arquiteto venezuelano Raúl Villanueva, considerado um dos mais influentes do seu país no século XX. Impulsionador da arquitetura moderna, do olhar para a realidade e identidade local, foi uma inspiração para o projeto na medida em que, ao pensar uma estrutura que visa dar suporte aos abrigos do projeto Rondon 1, o mais importante era a resolução do problema de forma simples e criativa, sem excessos. A intenção maior do projeto é promover a interação dos abrigados entre si e com o pavilhão. Ele não será uma estrutura pronta e fixa em que ninguém pode alterar suas formas, espaços e usos. A ideia é que as pessoas possam se reunir para pensar tudo isso e criem, dessa forma, um espírito de comunidade. Para contribuir com a conformação dessa coletividade, a primeira alteração no projeto Rondon 1 foi a mudança da implantação dos abrigos, que agora estão espalhados no terreno de forma a criar seis grupo menores. Com isso, espera-se que haja maior identidade entre esses pequenos agrupamentos e até mesmo que deixe a localização das casas dos moradores e seus amigos mais identificáveis em meio a tantos abrigos. Entre esses agrupamentos foram propostas hortas comunitárias e espaços para as crianças. No centro do terreno, uma grande cobertura une diferentes níveis de decks e forma o Pavilhão Humanitário. Erguida através de uma estrutura mista de madeira e aço, a cobertura tem uma leve ondulação e possui alguns pontos de respiro para a entrada de luz natural e ventilação. A vedação ocorre por uma membrana impermeável que se fixa nos pilares e se apoia sobre as vigas de madeira. Dessa forma, a estrutura é fácil de montar, pois é composta de peças metálicas que se encaixam em vigas ou pilares de madeira que se juntam como um quebra-cabeça e depois a membrana é desenrolada e presa por cima de tudo. Quando a estrutura necessitar ser transportada, o processo inverso é igualmente simples, com desparafusação e organização das peças. ¹ Carlos Raúl Villanueva. Citado em: NEGRÓN, Marco. Visión de Carlos Raúl Villanueva alias El Diablo” In: Ciudad Universitaria de Caracas. Patrimonio Mundial. p.20

 


 

TERCEIRO LUGAR

Equipe: Luis Ricardo Curti (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Leonhard Bravo Seyboth (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Laura Attuati (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: O Projeto busca dar sentido ao local que se habita. O vazio criado pelo edificado nos possibilita, desde a Antiguidade, espaços de convivência essenciais para a humanidade. Sendo assim, o pavilhão estende-se sobre o acampamento não apenas como um edifício, mas também com fluidez nos caminhos e praças cobertas, que convidam os refugiados e a comunidade a vivenciar encontros e diversidade. Os equipamentos não tomam a totalidade, criando assim espaços amplos para feiras, festas e eventos, pois acreditamos que a construção dele dele é efêmera, mas as lembranças de quem viver nele serão eternas. Joropo, dança coletiva típica venezuelana, representa a conexão da cultura com a terra, assim como o nosso pavilhão.


SEGUNDO LUGAR

Equipe: Luiza Jung (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Antônio Cornely (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: A proposta de Pavilhão Humanitário para refugiados em Boa Vista RR se baseia no conceito inicial de ordem livre, derivado da ideia de harmonia entre diferentes pessoas sob um mesmo teto. Blocos desencontrados porém modulares e organizados compõe o pavilhão, gerando por si só os espaços de convívio e troca, enquanto uma grande e leve cobertura independente agrega tudo a um mesmo espaço. O máximo aproveitamento das condicionantes ambientais, tanto quanto a efetividade de fatores construtivos foram também diretrizes para a concepção do projeto, como ventos, orientação, materiais locais, facilidade de transporte e montagem e adaptabilidade de replicação do modelo.

 


 

PRIMEIRO LUGAR

Equipe: Priscila Lerias (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Kamylla Maciel (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) / Lucas de Paula (UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

Descrição enviada: O PAVILHÃO O processo de desenvolvimento do Pavilhão humanitário, teve como premissa trazer o sentimento de acolhimento e comunidade aos refugiados. Para tanto, partimos do princiípio de módulos replicáveis como solução para definir a diretriz projetual e assim suprir todas as demandas exigidas para um espaço acolhedor e convidativo. Através de uma ordem hierárquica, definimos os espaços de modo que todo suporte fosse fornecido aos refugiados. Assim, o primeiro setor abriga inicialmente a triagem, administração, e apoio social/profissional e jurídico, acrescido do setor que corresponde ao espaço da saúde, tendo consultórios de clínico geral e odontológico. O segundo setor fabriga espaço para atender a demanda alimentícia dos moradores, e o último setor teve como objetivo ser um espaço de salas de aula, creche, palestras e reuniões, além de um ambiente de lazer para adultos e crianças. A inserção de módulos únicos da estrutura entre grupos de barracas, surgiu por decorrência da necessidade de criar áreas de ‘’respiros’’, para fornecer espaços de descansos através dos redários e uma espaço para lavar roupas com tanques e varais. Toda a disposição desenvolvida para o projeto foi pensado com o cuidado de respeitar as condições climáticas da cidade e do terreno. Assim, o a implantação do pavilhão conta com amplas áreas de sombramento e todos os setores compartimentados tem ventilação natural superior. Para que a interface abrigo e passeio público se comportasse de forma harmoniosa com a cidade, houve a preocupação de propor um espaço que dialogasse com o entorno de forma natural e pacifica. Para isso, foi porposta a presença de uma praça lateral com o mesmo principio de modulação do pavilhão para atender as pessoas que esperam atendimento no local e para que moradores da região desfrutem do espaço. UNIDADES DE VIZINHANÇA A disposição das barracas foi estabelecida conforme o conceito de micro comunidades, com o intuito de fazer com que os moradores se relacionassem entre si, criando assim um ambiente amigável e familiar. ESTRUTURA A estrutura modular foi pensada de forma que tivesse fácil montagem, que fosse replicável formalmente conforme a necessidade da atividade, e que tivesse materialidade leve e de alta durabilidade e de fácil acesso. Dessa forma, os módulos são montados lado a lado e, tanto as bases como as coberturas, são interligadas de forma a criar estabilidade estrutural. A cobertura funciona num modo de encaixe de peças de aço, que são sustentadas com o uso de parafusos para ser estavél. Um revestimento superior de lona branca dá o acabamento final no esqueleto do módulo. O caimento central da cobertura permite captação de água da chuva para uso não potável.


Parabéns a todas as equipes que submeteram seus projetos, o resultado desse concurso foi incrível!

Esperamos todos vocês participando novamente nas próximas edições, exercitando sua habilidade projetual!

Para olhar as pranchas destes projetos com todos os detalhes, é só clicar aqui!

 

 

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